Cursos online – o ópio das massas (digitais)?

pintura sala de aula
Todos os dias, os alunos tentavam disfarçar o melhor que podiam o facto da professora não saber pronunciar “equidade”.

O Teach for Thought, um site sobre novas tendências e tecnologias na educação, faz um resumo  interessante da oferta actual de MOOCs – Massive Open Online Courses (cursos abertos online e em massa?) , com indicações de cursos em diversas áreas e assuntos, como ciências sociais, desenvolvimento pessoal e profissional, design ou new media.

A lista está bem estruturada e alguns dos cursos parecem ser muito apetecíveis, mas achei interessante a referência que o artigo faz  a uma crítica, já com alguns meses, efectuada por um professor a estes MOOCs. Já vos falei aqui do entusiasmo que tenho por este tipo de coisas, a ideia que a educação pode ser mais aberta e interactiva, e uma maneira de nos tentarmos libertar das noções arcaicas de educação que ainda temos na nossa sociedade – uma máquina centralizada, burocrática e massificadora, que se preocupa sobretudo em saber se os miúdos decoraram matéria.

Mas a tal crítica é interessante porque defende que estes cursos, na sua vertente massive, não-presencial e fora da escola, estão apenas a reforçar este paradigma, de uma educação para as massas e pouco diferenciada; além de funcionar como uma panaceia que nos distrai das reformas mais importantes.

A crítica até pode ser válida, mas é óbvio que será um erro se entendermos que estes cursos pretendem substituir a escola física, a sala de aula, ou a universidade como um local de investigação e aprendizagem. Não me parece que seja essa a ideia. Vejo estes cursos, neste momento, mais como uma forma de explorar e aceder a conhecimento que não estava acessível, do que como substitutos inequívocos de uma educação formal. Provavelmente estas experiências poderão evoluir, ou convergir, para modelos onde isto aconteça, mas ainda é prematuro para definirmos modelos (de negócio ou de ensino).

E esta é uma das grandes vantagens dos movimentos open da era digital, a possibilidade de serem testados e melhorados pelos utilizadores. Nesse sentido, não nos podemos deixar iludir com a ideia de que os problemas da educação se resolvem com cursos online, mas seria estúpido não tirar partido das vantagens que estas novas plataformas nos oferecem.

 

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