Vocês podem achar que se lembram de imensos bons momentos a jogar Monopólio, mas é muito provável que eles não sejam verdadeiros. O Monopólio é um dos piores jogos de mesa que existem e, provavelmente, a razão de algumas pessoas (a minha mulher) não terem qualquer interesse (odiarem) jogos de mesa, levando outras pessoas (eu) a depositar todas as esperanças nos filhos.
E se há jogo que não vai haver cá em casa é o Monopólio.
É nesta altura que vocês estão a pensar que eu vou fazer uma lista sobre o Monopólio ser a mesa de piqueniques do diabo ou uma ferramenta de indocrinação capitalista, mas não. Já houve alguém que nos fez o favor de elencar uma série de razões, que não estas, que demonstram porque é que o Monopólio é um mau jogo. Um jogo que depende quase exclusivamente de sorte, um jogo com uma mecânica aborrecida e conflituosa, e cuja popularidade só pode ser explicada pela máquina de marketing que tem.

Pais, futuros pais, avós, primos, tios fixes, pessoas estranhas que cheiram a queijo e que lêem este blog, vamos acabar com o monopólio do Monopólio. Comprem o Catan, um tabuleiro de Xadrez, o Risco, o Pictionary, joguem ao Stop, tudo menos o Monopólio.
Sinto que vocês ainda estão em negação. “Era tão divertido”, “eu era sempre o banco”, “aquelas primeiras ruas baratas eram nojentas mas tinham de se comprar”, sim, sim. Mas só havia uma estratégia no Monopólio: comprar tudo e esperar que calhassem as casas certas. Depois era a frustração de ver alguém, sem qualquer talento, estratégia ou vontade, a dominar o jogo.

Há 2 anos o meu querido marido lembrou-se de jogarmos a isto na noite de Natal.
Pouco faltou para haver violência doméstica, tais as sevícias psicológicas causadas a uma pessoa que tem mau perder, como eu.
Ele é daqueles jogadores que mina o oponente pelo poder da mente em frases como “pagaaaa!!!” “tomaaaa!!” “vais pagar, vais ver que vais pagar!” enquanto tu te róis por dentro e repensas toda uma relação à conta de um jogo de tabuleiro.
Se gostas de jogos de tabuleiro, deves acrescentar ao “catan” a expansão “cities and knights” e deves procurar um jogo chamado “agricola” que se joga sem dados, diminuindo imenso o “factor sorte”.
Boa. o Agricola estou sempre a ver nos rankings dos jogos, mas não sei se consigo arranjar pessoas para jogar (tenho cá um Risk 2210 AD que só foi utlizado uma vez…). Ando a adiar a compra do Cities and Knights, mas se calhar não aguenta muito mais tempo, nem que seja para o iPad.
Não sabia que existia para iPad. Podes sempre jogar online no site http://www.asobrain.com. Quanto ao Agricola, compreendo-te, pode não ser fácil arranjar com quem jogar uma vez que é um jogo complicado e um pouco demorado. Mas é genial
Eu cá continuo a votar a favor do monopólio. Normalmente sou eu que ganho, capitalista e cheia de veneno nas veias.
Sou mesmo implacável a jogar isso.
Estou contigo. odeio o Monopólio.
Compreendo, deve ser essa a razão de actualmente não gostar de jogar… no entanto, a minha filha de 4 anos começou a jogar há pouco o Júnior com as primas e gosta muito, sem ninguém lhe ter sugerido tal… por isso, a sensação de poder e capitalismo tolda-os desde cedo!
detesto o monopólio. gosto mais de fazer figura de parva e jogar Pictionary…
Isto parece-me ressaibiadice(?) de quem nunca ficava com o Rossio…
eheh, é ressabianço de quem ficava a congeminar estratégias infalíveis de domínio capitalista, e depois era ver a pessoa que estava a jogar contrariada a ganhar porque tinha calhado no estacionamento livre (uma regra ‘improvisada’ estúpida) ou por qualquer outra razão aleatória!
lolol ressabianço!!!! esta cabeça, coitadinha. eu quero experimentar é esse tal Risco 2210 AD!!!!! (Risco é infinitamente melhor que monopólio, por isso é que existem mil monopólios temáticos – para nos entusiasmar quando o Rossio passa a ser a casa do Peter Griffin ou Sta Apolónia passa a ser o Toy Story)