Resposta Instintiva de Afogamento

Embora o Mexicano tenha tomado o seu primeiro banho de piscina no passado fim-de-semana, um evento que encarou com a mais profunda das normalidades, ao contrário de nós, pais, que parecia que o estávamos a mergulhar no Ganges, ainda não é expectável que se aproxime de piscinas, por livre iniciativa, nos próximos tempos. De qualquer maneira, li, há uns dias, um artigo da Slate sobre afogamentos, com informação que me parece muito útil. Sobretudo quando sabemos que todos os anos continuam a morrer muitas crianças afogadas.

O artigo, escrito por Mario Vittone, um especialista em segurança na água, descreve vários sinais de afogamento que vão contra a ideia que as pessoas normalmente têm. Pelos menos eu tinha. Explica que quando uma pessoa se está a afogar, é muito raro que esteja a esbracejar ou a gritar. O nosso corpo activa o que Mario Vittone chama de Resposta Instintiva de Afogamento (Instinctive Drowning Response). Quando entramos em Reposta Instintiva de Afogamento, o corpo entra em modo de sobrevivência e foca-se em continuar a respirar e permanecer à tona da água. Não a parecer que somos protagonistas de um musical. Estes sinais são, muitas vezes, discretos e passam despercebidos. Chega a acontecer que, muitas vezes, a vítima está a vinte metros de um adulto ou familiar.

Podem ler mais sobre isto, e outros assuntos relacionados, no site oficial do Mario Vittone. E ver um vídeo, com um caso real, neste link. O próprio site do Mario Vittone tem uma página em português sobre a Resposta Instintiva de Afogamento, de onde passo a transcrever os principais sinais de afogamento que convém ter em atenção:

  • Cabeça baixa na água, boca abaixo da superfície
  • Cabeça inclinada para trás com a boca aberta
  • Olhos vidrados e vazios, sem foco
  • Olhos fechados
  • Cabelos sobre a testa ou olhos
  • Posição vertical na água, sem o uso das pernas para dar propulsão
  • Hiperventilação ou engasgos
  • Tentativa de nadar um uma direção particular sem progresso real
  • Tentativa de se virar de costas para a água
  • Movimento de subir escadas, raramente para fora de água(fonte : http://mariovittone.com/portuguese/)

No fundo, que somos todos vítimas de anos e anos de lixo propagandístico e variadas mentiras sobre o que é alguém estar a afogar-se, repetido até à exaustão por pessoas excessivamente bronzeadas e que vivem na costa Oeste americana.

David Hasselhoff
Não vou dizer nomes.

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1 Comment

  1. É verdade, aos 3 a miuda caía ao brincar na piscina dos pequeninos e ficava silenciosa, quase sem reacção, apenas a mexer-se, mesmo tendo pé. Uma dessas vezes tinha olhado 1 seg para o lado e apanhei um dos maiores sustos da minha vida.
    Não é à toa que das maiores causas de mortalidade infantil é o afogamento.
    É incrível a quantidade de coisas perigosas que podem acontecer mesmo connosco ao lado, pensar nos momentos em que não podemos deitar-lhes uma mão, é assustador.
    Agora junta a capacidade de andar do teu miúdo à proximidade de piscinas e vê lá se não te tira o sono… Vá, o verão são só 3 meses, aqui no Norte, menos.

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