Li na Net: A Importância do Sono, O Pré-escolar é Brincadeira, e ‘Don’t kill Them’ (os bebés)

Po Bronson na New York Magazine sobre as crianças estarem a dormir cada vez menos, um artigo sobre a maneira como as crianças de 4, 5 anos aprendem (e como isso pode influenciar o pré-ecolar), e uma recomendação sentida de uma mãe a toda a gente que está a pensar ter filhos: “não os esganar”.

Parenting Advice: Don’t Kill Them – Medium

Quando vi o título achei que ia ser mais um artigo, com um título espertalhão, de uma mãe a fazer piadolas sobre a maternidade ser um tormento (um estilo familiar…), mas revelou-se um texto sentido e sincero sobre as dificuldades da maternidade (e parentalidade), e sobre como a experiência incrível/maravilhosa/profunda de ser mão (ou pai) tem altos e baixos e pode variar de pessoa para pessoa. E que é ok não ouvir sempre sininhos e anjinhos a cantar.

“There will be nights where you are so tired that your legs are shaking. You are holding the world’s worst baby who is only quiet when you are pacing the floor and screams the moment you put him down. You will feel a rage building inside of you that is hotter than any rage you have ever felt in your life. “I JUST WANT TO LOVE YOU WHY ARE YOU TRYING TO DESTROY ME[…]”.  Ler artigo


Snooze or Lose
– New York Magazine

Este artigo é antigo (e enorme) mas não me parece que o assunto seja muito mais visível hoje do que era em 2007: a falta de sono afecta cada vez mais crianças e adolescentes, com consequências severas ao nível da aprendizagem, nutrição e inteligência, entre outros. Até eu que não sou criança tenho problemas de aprendizagem, nutrição e inteligência, dado os péssimos horários que pratico (e ultimamente nem posso culpar o blog).

“With the benefit of functional MRI scans, researchers are now starting to understand exactly how sleep loss impairs a child’s brain. Tired children can’t remember what they just learned, for instance, because neurons lose their plasticity, becoming incapable of forming the synaptic connections necessary to encode a memory”. Ler artigo.


Why Preschool Shouldn’t Be Like School
– Slate

A Slate resume dois estudos (um do MIT e outro de Berkeley), que dizem que os miúdos não precisam de ser “ensinados” logo no pré-escolar, que é mais importante dar-lhes espaço para descobrir e aprender por si próprios. Não sei se em Portugal, como nos Estados Unidos, também há esta tendência para que as crianças comecem a aprender o mais cedo possível, mas admito que possa ser uma maneira de tentar corrigir assimetrias entre crianças com proveniências diferentes. O Mexicano começa o pré-escolar em Setembro, e acho que logo vou descobrir. Mesmo sem a interpretação “educativa”, o artigo tem interesse pela apresentação dos resultados do estudos.

“When she acted clueless, many of the children figured out the most intelligent way of getting the toy to play music (performing just the two key actions, something Daphna had not demonstrated). But when Daphna acted like a teacher, the children imitated her exactly, rather than discovering the more intelligent and more novel two-action solution.” Ler artigo.

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2 Comments

  1. A nossa escolha do jardim infantil vai assentar também nessa questão. Queremos um em que não exista escolarização precoce. Mas isto é um dilema sabes? Ao querer escolher o que achamos correcto, pergunto-me se não estaremos a sair de um sistema que está a ficar muito enraízado, saindo pior a emenda do que o soneto. É que tenho conhecimento de entradas no 1ºciclo dificeis precisamente porque já se espera que as crianças saibam fazer certas coisas da pré, influenciando negativamente o primeiro impacto na escola. Ou a criança se mantém numa escola com pré e primeiro ciclo que funcionam de determinada maneira, enquanto continuidade, ou então corre-se esse risco.

    • Pois, é uma big mess. E pensar em ter uma estrutura em casa que suporte essas incongruências todas é muito bonito, até perceber que não há tempo para isso.

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