Crónica Lifecooler: Oeiras

A minha crónica para o Lifecooler neste mês é num registo um pouco mais sentimental (e pouco parental). Quando vi “Oeiras” na lista de temas possíveis achei que tinha de escolher o sítio onde vivi até aos 25, 26 anos (com algumas ausências).

Haveria muito mais coisas para dizer sobre brincar na rua até anoitecer na Quinta das Palmeiras, as idas à Vila ou a Santo Amaro, o ténis no CETO, o basket na ADO, os três anos incríveis de Liceu, etc., mas quis manter a coisa com um mínimo de interesse. Deixo o ensaio sobre Ser Oeirense para outro dia.

A minha mudança para Lisboa é um assunto meio contencioso no seio familiar. A minha mãe acha que o meu não-interesse em ir viver para Oeiras é uma espécie de negação afrontosa do meu passado. Nada disso. Adorei ter crescido em Oeiras. É só que viver em Lisboa tem mais a ver com quem sou hoje, com o tipo de vida que quero ter, e o contexto em que quero que os meus filhos cresçam. Há amigos meus que não trocam a possibilidade de, em dez minutos, estarem a surfar com os filhos na praia de Carcavelos por nada. Eu gosto de poder ir a pé ao supermercado e à farmácia, ou de apanhar um metro e estar em dez minutos no Chiado. Ou demorar dez minutos a chegar ao trabalho. Entre muitas outras coisas.

É tudo relativo. Já gostarmos de onde vivemos, e também de onde crescemos, isso sim, é um enorme privilégio.

A crónica está aqui – Viver e Crescer em Oeiras.

Oeiras Palmeiras

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2 Comments

  1. André, é com muito pena que te digo que das últimas vezes que fui ao Beer Hunter não ouvi jazz, mas continua a ter uma bela esplanada (e pipocas, és do tempo das pipocas?) para umas cervejas no Verão.

    Crescer e viver em Nova Oeiras é mesmo isto, em dois passos estar em todo o lado e sentir que estamos sempre em casa. E por muito que me apeteça trocar isto tudo por Lisboa continua a saber-me tremendamente bem ir a pé até à praia ou fazer piqueniques no Jardim dos Sete Castelos.

  2. Passa por manter aquele nivel de saudades saudavel pelo sitio onde crescemos ou que um dia consideramos casa. Mas não há nada melhor que viver num sitio que saiba a lar. E depois de Lisboa…qualquer coisa sabe a pouco =)

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