Tudo sobre a Chucha – Como dar aos Recém-Nascidos, Comentários de Estranhos na Rua e Estratégias para Tirar

Os americanos chamam-lhe ‘Pacifier’, que parece nome de código de arma secreta de um filme de James Bond, os ingleses ‘Dummy’, que também é a alcunha mais simpática para descrever apoiantes do Donald Trump. Em Portugal é a chucha. Ou chupeta, se ainda estivermos em 1963 e ninguém me avisou.

A chucha pode ser um elemento importantíssimo no desenvolvimento dos bebés. Um mecanismo que os ajuda a acalmar e a aceitar que às vezes os pais se distraem e eles caem de cabeça no chão. Para os pais, uma aliada preciosa na manutenção da sanidade mental entre gritos e birras.

Até que um dia, uma pessoa sai de casa e descobre que uma chucha é algo abominável e repelente. Nunca vi uma coisa com um ar tão inofensivo capaz de causar tanto prazer, temor, ódio e vergonha. A chucha divide famílias, faz sofrer pais e escandaliza estranhos na rua. A chucha é como a heroína. Provavelmente, pior.

quero a chucha drogado

 

A chucha nos recém-nascidos

Antes do Mexicano nascer tirámos um daqueles cursos pré-parto onde aprendemos que a chucha nos primeiros dias do bebé podia prejudicar a amamentação. Aprendemos várias coisas interessantes sobre os primeiros dias do bebé, nesse curso. Mas a verdadeira lição devia ter sido: “esqueçam tudo o que aprenderam, façam o que funcionar, e tentem não matar-se uns aos outros, boa sorte”.

Vou ilustrar com uma imagem fofinha que encontrei no Pinterest sobre momentos especiais com a chegada do recém-nascido a uma casa. Esta é a imagem:

pais com bebés na cama

Esta é a realidade:

realidade com recem nascido

Uns dias de loucura depois, percebermos que a chucha era um objecto mágico que conseguia transformar sestas de 10 minutos em sestas de 20 minutos. Parece insignificante, mas 20 minutos já quase dava para ver um episódio inteiro de uma série de comédia.

Nesse primeiro ano, a chucha passou a ser um símbolo de esperança. Um baluarte na noite. Ele acordava aos gritos, e podia ser caso de ir só lá por-lhe a chucha. Voltava o descanso. Obrigado chucha. Chucha milagrosa e maravilhosa.

gollum com chucha
Infelizmente também nos pode deixar os dentes neste estado.

Claro que, às vezes (muitas), a chucha não resolvia o problema. O acordar também podia ser causado por alguns dos famosos 3Fs que perturbam os sonos do bebé: Fome, Febre ou “Foder a noite aos meus pais só porque sim”.

Ou, noutras vezes, o problema era mesmo a chucha. Tipo eu, às três da manhã, no escuro do quarto, a espetar-lhe repetidamente a chucha nas bochechas, no nariz e nos olhos, sem conseguir encontrar a boca dele. Ok, aí a culpa não é da chucha.

Sobre as crianças que não usam, que não precisam, ou que não gostam de chucha – bom para elas.

Quando uma criança já não-recém nascida sai de chucha à rua – os bons samaritanos

Há um provérbio, de origem africana, que é algo do género: “é preciso uma aldeia para educar uma criança“. É bonito, embora de razoabilidade duvidosa (há pessoas na aldeia que eu agradeço que não se aproximem dos meus filhos).

homem que tinha a casa a arder
Como o homem que tinha um incêndio a 5 metros de casa mas que tinha de ir embora porque tinha uma consulta marcada às 5:30.

Mas a partir do momento em que um miúdo começa a andar, aí entre os um e dois anos, e é visto na rua de chucha, o provérbio passa a ser “é preciso toda uma cidade para dizer ao teu filho que ele não devia usar chucha”.

Em três anos e meio de parentalidade não me lembro de ser recipiente de grandes ajudas na rua. Pode estar a chover e eu atrapalhado com duas crianças nos braços, grades de minis e pacotes de fraldas, que ninguém se oferece para ajudar. Por mim tudo bem, até agradeço. Mas há algo de peculiar que acontece quando um adulto vê uma criança já não-recém nascida de chucha.

clooney surpreendido

Uma transformação repentina de cidadão indiferente em defensor da salubridade do palato pueril e do desenvolvimento da maturidade infantil. Seja um empregado de balcão, um caixa de supermercado ou um engravatado na Loja do Cidadão, um mero cruzar de olhos é o que basta para que estas cavalgaduras andantes interpretem o nosso olhar de “o que é que este quer”, como uma súplica para que intervenham em assuntos para os quais não estão claramente qualificados – dar opiniões sobre crianças e chuchas.

4 frases clássicas que estranhos idiotas adoram dizer a um miúdo de chucha na rua

“Oh, mas o que é isto, um menino tão grande e de chucha!?”

2EvywOu
Quando os vejo aproximar.

“Os bebés é que usam chucha, os meninos grandes não!”

pfff
A tentar dizer ao meu filho para não ligar.

“Não pode ser! Dás-me a tua chucha? Vou tirar-te a chucha!”

piratas da caraibas - not very nice
Obrigado por fazeres o meu filho sentir-se ameaçado.

“Olha a tua irmã é bebé e não está de chucha, não tens vergonha?”

Rick Morty Opinions

Fazê-lo sentir-se mal por comparação com a irmã, sempre uma estratégia infalível (para ele a odiar a ela e a si próprio).

Mais velhos e (ainda!) de chucha – na clandestinidade

Hoje em dia, com três anos, o Mexicano continua a usar chucha. Tem noção que o hábito da chucha é algo meio clandestino, mas convive bem com isso (e com os comentários estúpidos). Nós tentamos restringir os horários de utilização às horas de dormir, mas não funciona sempre.

Claro que com o aproximar dos 4 anos, já comecei a pensar em estratégias para ele largar a chucha. A Ana acha que ele eventualmente deixa a coisa sem grande ajuda. Eu acho que precisamos de um plano. Gosto de planos. A internet diz que a melhor forma de tirar a chucha é literalmente “tirar-lhe a chucha” e nunca mais a dar. Há quem o descreva como um método violento, que pode dar duas ou três noites complicadas. Mas há acessórios que ajudam nesse processo:

Cama prender bebes
E que podem ser reutilizados se lhes quisermos pôr gotas nos olhos, circuncidá-los ou extrair-lhes informações sensíveis sobre localizações de células terroristas.

Há estratégias mais simbólicas. Sendo um racionalista que gosta de metáforas, revejo-me mais nesse tipo de abordagem. Uma delas é a famosa árvore das chuchas. Uma árvore onde todos os meninos vão deixar as suas chuchas. Uma espécie de ritual de passagem. Já oiço falar dessa árvore há algum tempo, mas sempre achei que era uma árvore simbólica.

Achava que os pais iam com os miúdos a uma mata qualquer, atiravam a chucha para o meio dos ramos e os pais explicavam: “pronto, agora a chucha faz parte do grande reino da natureza! o ciclo da vida! hakuna matata!”. “Pai, aquilo é um rato morto?”. “Cala-te, vamos comer um perna de pau”.

Mas não, descobri que há mesmo uma árvore das chuchas! Fica na Quinta Pedagógica dos Olivais.

arvore das chuchas na quinta pedagogica dos olivais

É um pouco perturbadora a ideia de uma árvore de chuchas. Parece uma história de origem de um super-vilão à espera de acontecer. Um dia deitam lixo radioactivo junto à árvore, e nasce um monstro de baba gigante movido pela angústia de centenas de crianças a quem foram arrancadas as chuchas.

Mas, neste momento, o pediatra não parece muito preocupado, e nós também não. Até aos 4-5 anos todos os danos físicos da chucha (na dentição) são reversíveis. E a chucha é um mecanismo de auto-relaxamento. No mundo de hoje, onde há um estúpido em cada esquina, é muito importante as crianças terem os seus mecanismos de auto-relaxamento.

Smoking
Ok, depende.

 

E agora? Podem ir à página dos melhores posts (escolhidos por mim), subscrever o blogue por e-mail (se forem esse tipo de pessoa), ou fazer 'gosto' na página do Facebook e ter acesso a mais paisanices:

26 Comments

  1. Deixo um bitaite, vale o que vale…
    Escolhi as nossas férias para tirar a chucha porque estando de férias recuperas com alguma facilidade de uma noite sem dormir (ele tinha 3 anos e meio, ela quase 4). A história foi a mesma para os dois “ah e tal… esqueci-me da chucha em casa.” Com ele correu tudo bem, pacífico mesmo, não fosse ele gajo.
    Com ela piou fino, primeiro “fingiu” que estava tudo bem, depois perguntou-nos mil vezes por que raio não íamos à farmácia comprar uma nova, até porque nunca foi esquisita. Chegando a casa tivemos de fazer uma maratona para esconder as 30 mil que andavam perdidas em cada canto e culpar a senhora da limpeza pelo sumiço. A partir daí tudo bem, tirando o facto de até hoje (já tem 5 anos) meter tudo o que é bosta na boca, incluindo coisas que apanha no chão, na rua!!

  2. Não consigo comentar sem deixar de dizer que me ri, como sempre.
    Sobre a chucha, isso dos dentes, what?? eu tinha lido é que faz mal estar sempre a dar-lhes biberon com sumo… pelos vistos ainda não devo ter chegado a esse capítulo do livro das crianças.
    Uma colega relatou-nos há pouco tempo o que fez para tirar a chucha ao filho de 5 anos (acho que era 5 anos… de qualquer modo, achei uma idade perfeitamente razoável). na altura em que lhe comprou a cama nova sem grades, disse-lhe na primeira noite “pronto, agora vamos dormir” e ele “e a chucha?”. “A chucha é para meninos que dormem na cama de grades. Queres voltar para essa cama de bebé? “Não, mamã, prefiro dormir sem chucha na minha cama de menino grande”.
    Não garanto que o diálogo tenha sido exactamente assim, mas a situação foi essa. E eu gosto de romantizar a pensar que vou conseguir fazer o mesmo com o meu 😀

    (de resto, boa sorte!)

  3. é uma questão interessante, sem dúvida…:)tirar a chucha à força e depois ficarem ansiosos e inseguros, ou deixá-los serem eles a deixá-la de forma natural… Acho que a 2ª hipótese nunca acontece! Nunca nos preocupámos mto com isso. Fomos restringindo a utilização, até ser só para dormir à noite. Adormecia sempre com o bonequinho preferido e com chucha. Um mês depois de fazer 4 anos, coincidiu com o Natal e usámos a estratégia de a deixar ao Pai Natal, juntamente com as bolachas e o copo de leite. Ele sabia perfeitamente que “já não tinha idade para chucha” e que algum dia tinha de ser. Assim, deu tempo para ele se ir “mentalizando” e “preparando”. Na noite de Natal foi ele próprio que foi pôr a chucha no tabuleiro das bolachas e do copo de leite. quando regressámos a casa, o pai natal tinha lá deixado uma prendinha no sítio da chucha. Ficou bastante contente do género “até não foi tão má a troca”! Ainda voltou a perguntar pela chucha nas 3 noites seguintes depois passou… agora dorme só com o “amiguinho”! 🙂

    • Também acho que vai precisar de um toque, ou empurrão. Amigos para dormir nunca teve. Às vezes leva bonecos ou livros, mas sem grandes compromissos. Outro dia disse que queria dormir com a Nancy da irmã, e acrescentou “nua”. ¯\_(ツ)_/¯

      A euforia dos brinquedos do Natal pode ser bom remédio para contrabalançar, de facto…

    • Por aqui como calhou que ele estava a dar “reciclagem” na escolinha (4 anos) aproveitei e disse-lhe que para o pai natal dar-lhe o presente que ele queria tinha que mandar a chucha para o polo norte para o pai natal reciclar de trazer o presente..: funcionou as mil maravilhas…. Escrevemos a carta ao pai natal com a chucha lá dentro….. E enviamos!!!! No dia de Natal recebeu o presente todo contente e contou a todo mundo que a chucha dele estava ali!!!!!!!

  4. Pensei nessa árvore e cheguei a dizer-lhe que um dia ele também podia deixar a chucha dele ali. A resposta seca e pronta: Não. Eu engoli e calei-me.
    Ele deixou agora na Páscoa porque efectivamente perdi-a durante as férias. Eu andava a ruminar como poderia deixá-la porque há cerca de meio ano que notei que os dentes dele estavam a começar a ficar mais para fora. Já só usava praticamente para dormir e mesmo assim o formato dos dentes estava a alterar-se. Por um lado pensava que era bom para o acalmar e que não queria traumatizá-lo, e por outro pensava que estava a contribuir para que no futuro ele fosse gozado por ter dentes de coelho…traumatizando doutra forma. Decisão difícil. Resultado: fiquei parva com a compreensão dele por a chucha se ter perdido. Se tiveres dotes de teatro e simulares de forma a parecer bem real numas férias, quem sabe 🙂
    Depois em casa ele sabia que havia mais e perguntou três noites mas não chorou uma única vez e dormiu sempre bem, sem alterações de sono o que me faz pensar que não terá sido muito traumático (mas nunca sabemos bem, né). Agora não pede mas de vez em quando diz que o Jesus lhe levou a chucha. Associou à Páscoa e eu não o contradigo 🙂
    Curiosamente andamos a tentar, há que tempos, que a irmã goste da chucha (os pais são mesmo malvados). E ele diferenciava bem a chucha dela da dele e nunca demonstra querer a dela. Anda pela casa e ele nem lhe toca mesmo sem dizermos nada.
    Ela tem 6 meses e não é que não precise mas não aceita e os meus mamilos é que pagam. Este fim de semana joguei a última cartada e comprei o aero om. Se mesmo assim ela não agarrar de vez, rendo-me.

    • “jesus gamou-te a chucha” – ganhou! Resolvo dois problemas com uma só solução. ]:->

      A Xica só se começou a interessar pela chucha aí aos 3,4 meses. Mas à noite a mãe é que paga, eu só por tabela (mas ultimamente já a consigo readormecer nas primeiras três horas da noite, não é mau.)

  5. A sério que também não percebo este horror à chucha por parte de estranhos. Chegam ao ponto de lhe arrancar a dita cuja da boca e depois ficam muito espantados que a criança lhes berre na cara. Estavam à espera do quê? E já agora, que é que têm a ver com o assunto. Quem são vocês? (Não, a sério, quem é esta gente que não nos conhece de lado nenhum mas acha que tem o direito de tirar a chucha ao meu puto?) Depois há a variante do avô, que está sempre a dizer para damos a chucha à garota, apenas para, meses mais tarde, está sempre a dizer para lha tirarmos… Não percebo.
    Para largar a chucha… Posso apenas contar como foi connosco. Quando o mais velho tinha 3 anos, ao ferver a chucha reparei que estava a ficar branca – ou seja, velha e a começar a desfazer-se. Quando o miúdo voltou do infantário, pediu a chucha, como de costume. Coloquei-a na mesa e disse-lhe que estava a ficar velha, que naquelas partes brancas se iam esconder os micróbios que depois passavam para a boca dele. Mas estava ali, se ele quisesse. Passou o lanche todo a olhar para ela, num misto de desejo e repugnância. Quando acabou disse que não a queria, e eu guardei-a na prateleira. Não a pediu nessa noite, nem durante a noite (e também costumava chamar quando a perdia). No dia seguinte, lembrou-se dela, relembrei-o do estado da coisa, e desde aí nunca mais. Andou rabujento uma semana, mas passou-lhe.
    Naturalmente que me esqueci de lhe dizer que tinha outra chucha, ainda nova, na gaveta.

      • Caraças, nunca cheguei a ler a tua pergunta…
        Deixa cá ver se me lembro (se bem que se calhar já não interessa a resposta)… Não, acho que não houve substituto. Simplesmente passou-lhe. A irmã, na altura com um ano e com pouco amor à chucha dela, quando viu que o irmão já não usava, recusou-se a pegar nela. E essa sim, deu trabalho para adormecer…
        Agora tenho outra bebé, adaptada à chucha. Tem um ano, logo se vê.

  6. Eu fiz como uns pais acima, na altura que passou do berço para a cama dos crescidos com 2 anos e meio. Coincidiu também com tirar a fralda da noite. Pensei que fosse difícil e estava cheia de medo. Correu bem apesar de ficar mais chorosa pra dormir e ter feito sestas mais pequenas. Desde os 2 anos que a chucha não saía do quarto e só usava para dormir. Depois levei mais de 1 mês a falar da passagem para a cama e como ia ficar crescida e sem poder usar chucha. Passado uns meses nasceu o irmão mas nunca quis roubar-lhe a chucha. Com o irmão tentamos dede cedo usar a chucha só para dormir.

  7. O meu filho largou um dia, quando estava a fazer xixi de pé já, e a chucha caiu na sanita. Como era todo nojentinho com tudo, olhou de repente para mim e “Oh, Mamã, porcaria!”..Andei em ansiedade vários dias, e sempre que ele via alguém com chuchas, comentava que eram porcos, porque tinham xixi… Assunto resolvido.. 🙂

  8. “Deixo um bitaite, vale o que vale…”

    O meu deixou cair a chucha com 1ano e 5~6m e partiu-se parte da lateral..
    Foi “simplesmente” dizer.. partiu acabou-se a chucha não dá para usar.. e foi tudo bem .. acho que perguntou 1 ou 2 vezes por ela de resto tudo ok…
    Simplesmente funcionou .. se tivesse chorado era mais.. estamos na sala, quando acabares vai lá ter 🙂 !
    Confesso que a pedagogia e o foi o pai natal ou outra entidade qq que a levou/pediu… irrita-me um “bocadinho”… geralmente explico e caso não entenda aplico a regra do “porque eu quero e acabou.” ..

    Nota: Depois de tomares qq atitude não podes voltar atras.. ou é ou não é… eles cheiram o medo!

  9. Agradeço as vossas sugestões, mas estou a ver que muitos dos vossos filhos claramente não cresceram com a chucha, apenas a adoptaram. O Mexicano é o Bane da chucha. 😀

    Mas também não estou muito preocupado. Sei que há-de chegar a altura em que ele a vai largar. De preferência, sem grandes dramas ou sofrimentos, vamos ver. Como escrevi noutro sítio: “mais cedo ou mais tarde acontece, não vai casar de chucha, de certeza”. E se casar de chucha? O problema deixa de ser nosso.

    • Estás a ver, eu bem digo que os conselhos são bons para quem os dá.
      Por falar nisso, obrigada pela dica da seringa, vê lá tu que até me esqueci que também já tivemos uma “fase da seringa” cá em casa. Servia para lhe pôr o soro na posição vertical, porque um médico das urgências nos disse que na horizontal a ranhoca podia escorrer para os ouvidos…. ; depois disso, na vez seguinte outro médico contradisse isso e voltámos ao método inicial: posição horizontal (e mantemos a cabeça de lado à força de braços) e berraria qb enquanto injectamos a unidose de soro e fazemos a aspiração nasal. Com isso, temo-nos safado bem de mais otites agudas e infecções (ou não….. porque esta semana voltou outra vez a ficar doente….)

      Sobre casar com chucha, volto a invocar o caso da minha irmã, que era conhecido na família como o caso patológico do chuchar no dedo…. durante anos e anos ameaçaram-na com tudo, inclusive com a do “vais casar a chuchar no dedo?, que dirá o teu marido”. Não resultou, é só o que posso dizer. Ela deixou de chuchar quando lhe apeteceu (ou quando deixou de lhe apetecer).

      • BEM, CHUCHAR NO DEDO É QUE NÃO, não sei porquê mexe um bocado com o meu sistema nervoso. >:-|

        de resto nada contra conselhos: há conselhos bons, há conselhos não-aplicáveis, há conselhos isso só funciona em tua casa, e há conselhos nem pensar! E ha todo um blog que precisa de ideias (e a minha mulher não me deixa ler os grupos de mães). 🙂

        Viva a comunidade, vivam os conselhos!

        • ehehe, a mim nunca me fez confusão, até acho fofinho (de resto, a minha irmã hoje já adulta e ainda a acho fofinha).

          Claro. Se bem que até hoje, volvidos seis meses, para além da sacrossanta doutrina do pediatra (e da nossa bíblia de livro das crianças) , que me lembre contam-se pelos dedos os conselhos úteis. Um útil que nunca me esquece é de uma amiga que brilhantemente me deu a dica que nunca me tinha ocorrido até então: tapar a pilinha com uma compressa para evitar que ele ejecte o chichi para cima de quem lhe está a mudar a fralda!!! Hoje em dia já consigo prever quando vem lá jacto de chichi, mas nas primeiras semanas confesso que levámos alguns “duches” imprevisíveis.

  10. Sim! viva a comunidade, vivam os conselhos… acima de tudo viva a partilha!!! acho que é mais isso!! trata-se mais de partilha do que conselhos! e isso é bom!a vários níveis! O que me leva agradecer, mais uma vez, a partilha destes textos geniais do à paisana! são revigorantes!! obrigada andré! 🙂

    • bem… e não esqueçamos a comédia, afinal de contas, isto deve ser é para rir. Tudo isto, quer dizer.

      obrigado eu!

  11. MUITO BOM! 😁 Já me fartei de rir! Obtigada, estava a precisar! Mais uma leitura diária para o meu feedly! 👍

  12. A chucha não foi muito problemática por aqui, mas aquela do “Não há de casar de chucha”, no nosso caso e relativamente ao mais novo, é “Não há de casar de fralda”… Todos temos as nossas áreas mais difíceis (na educação dos filhos e em tudo na vida) e quem diz que não as tem é mentiroso (eh, pá, isto não é coisa que eu costume dizer, mas saiu e vou deixar ficar)!

  13. Com 3 anos e 3 meses, aproveitamos o Natal e dissemos-lhe que ele podia deixar as chuchas na árvore de Natal. O pai natal ia ficar muito contente porque podia levar chuchas novas para as renas bebé no pólo norte!
    Tão estúpido, mas funcionou. Nessa noite acordou a chorar e nós estremecemos “vai pedir a chucha”. Mas não, queria o brinquedo novo. Nunca mais pediu a chucha desde essa noite de natal! 🙂
    Boa sorte com o mexicano!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*